Dra. Thaís Beuren

Infarto: sintomas, causas e tratamentos

Manter a saúde do coração é essencial para uma vida longa e com qualidade. O infarto, também chamado de infarto agudo do miocárdio (IAM), é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Reconhecer os sintomas de infarto, entender os fatores de risco e saber quando procurar ajuda médica pode salvar vidas. Além disso, compreender como o coração reage nesses momentos ajuda a agir com mais rapidez e segurança.

Neste artigo, vamos explicar o que é infarto, seus sintomas, causas, diagnóstico, tratamento e como prevenir.

O que é um infarto?

O infarto acontece quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída, geralmente por placas de gordura (aterosclerose) ou por um coágulo. Isso impede que o oxigênio chegue ao músculo cardíaco, o que provoca a morte de parte desse tecido.

Na prática, significa que o coração não consegue trabalhar como deveria, colocando a vida em risco. Por isso, o reconhecimento precoce é essencial para evitar complicações graves.

Sintomas do infarto

O corpo costuma dar sinais claros de que algo está errado, mas eles podem variar de intensidade e até se confundir com outras condições. Em outras palavras, nem sempre o infarto se manifesta da forma clássica que imaginamos, como dor ou pressão no peito.

Sintomas mais comuns:

  • Dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braço esquerdo, costas, pescoço, mandíbula ou estômago;
  • Falta de ar, mesmo em repouso;
  • Náusea, suor frio e tontura;
  • Fadiga intensa sem motivo aparente.

Além disso, é importante lembrar que nem todas as pessoas apresentam os mesmos sinais, e, em alguns casos, o infarto pode ser silencioso.

Sintomas de infarto em mulheres

Muitas vezes, em vez de dor no peito, elas sentem desconforto no estômago, como uma queimação parecida com azia. Por outro lado, também podem surgir dor nas costas, na mandíbula ou no pescoço, além de um cansaço incomum dias antes do evento.

Infarto fulminante

Existe ainda o chamado infarto fulminante, que ocorre quando a obstrução é muito grave e repentina. Nesse caso, ele pode levar à morte súbita em poucos minutos se não houver atendimento imediato.

Atenção: a dor de infarto pode ir e voltar e nem sempre é intensa. Portanto, se houver dúvida, o mais seguro é procurar atendimento médico imediatamente.

Causas e fatores de risco do infarto

O infarto raramente surge sem fatores associados a ele. Na verdade, trata-se de uma condição silenciosa e de evolução lenta, que pode levar anos até causar sintomas evidentes. Isso acontece porque, ao longo do tempo, ocorre o acúmulo gradual de placas de gordura nas artérias, o que reduz o fluxo de sangue e oxigênio para o coração. Além disso, outros fatores de risco — como hipertensão, diabetes e tabagismo — aceleram esse desgaste e aumentam a probabilidade de um evento cardíaco.

Entre os principais fatores de risco estão:

  • Colesterol alto e descontrolado;
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar de doenças cardíacas;
  • Estresse crônico.

Embora seja mais comum após os 40 anos, também pode acontecer em jovens, especialmente em casos de uso de drogas, colesterol elevado ou predisposição genética.

Diagnóstico do infarto

O diagnóstico deve ser feito em ambiente hospitalar e de forma rápida. Isso porque, quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação sem sequelas. O médico avaliará os sintomas e solicitará exames, como:

  • Eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração.
  • Dosagem de troponina, uma enzima que aumenta quando há lesão cardíaca.
  • Ecocardiograma, que mostra a função e a estrutura do coração.
  • Cateterismo cardíaco, indicado em alguns casos para avaliar a obstrução das artérias.

Esses exames são fundamentais para confirmar o diagnóstico e direcionar o tratamento adequado.

Tratamento do infarto

O tratamento precisa ser iniciado imediatamente. O objetivo é restabelecer o fluxo de sangue para o coração e evitar complicações. Nesse sentido, cada minuto faz diferença e pode determinar o sucesso da recuperação.

Dependendo da gravidade, podem ser usados:

  • Medicamentos, como anticoagulantes, trombolíticos e betabloqueadores.
  • Angioplastia com stent, um procedimento que abre a artéria obstruída.
  • Cirurgia de revascularização (ponte de safena) em casos mais graves.

Após a fase aguda, o paciente precisa de acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e uso regular de medicamentos de controle.

Prevenção do infarto

A boa notícia é que a maioria dos casos pode ser evitada com hábitos saudáveis. Portanto, adotar uma rotina equilibrada é a forma mais eficaz de proteger o coração.

Como evitar o infarto

  • Manter uma alimentação equilibrada, com pouco sal, açúcar e gordura saturada;
  • Praticar exercícios físicos regularmente, de acordo com orientação médica;
  • Controlar a pressão arterial, a glicemia e o colesterol;
  • Evitar o cigarro e reduzir o consumo de álcool;
  • Realizar consultas médicas regulares para acompanhamento.

Quando procurar ajuda médica?

Procure atendimento médico imediato se sentir:

  • Dor no peito forte ou persistente;
  • Falta de ar súbita;
  • Suor frio acompanhado de mal-estar;
  • Desmaio ou sensação de desmaio iminente.

Em resumo, qualquer desconforto torácico intenso ou incomum deve ser avaliado com urgência.

No caso do infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido for o atendimento, maiores são as chances de sobrevivência e recuperação sem sequelas.

Cuide do seu coração!

Se você apresenta fatores de risco ou já sentiu algum desses sintomas, não espere: agende sua consulta com a Dra. Thaís Beuren para avaliação completa da saúde cardiovascular.

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